Archive for the ‘Caminhos’ Category

Detalhe

Março 17, 2010

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Um pequeno pormenor da magnífica Alhambra em Granada. Em Abril lá vou eu de novo para o Sul de Espanha!

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Bilhas Attenborough

Fevereiro 12, 2009

Tenho um sonho de criança. Toda a gente devia manter alguns sonhos de criança de forma a acreditar que a coisa, algum dia, irá melhorar. O meu sonho de criança nasceu do consumo exagerado, aos sábados de manhã, dos documentários sobre a vida animal, narrados por essa lenda da televisão britânica que é o Sir David Attenborough. Desde essa altura que eu sonhava ser como aquele senhor que falava um inglês apurado e com um accent invejável. Tirando a roupa patrocinada pelo Coronel Tapioca eu queria ser aquele senhor quando fosse grande. Andar no meio do mato, a cuscuvilhar os momentos íntimos de leões e elefantes, a percorrer a savana africana, as estepes russas, a selva amazónica, os desertos, a viajar por esse mundo fora. Pronto queria!

No próximo dia 5, por breves 15 dias (não os 15 dias todos, mas os suficientes), vou realizar esse pequeno sonho de criança. Vou conhecer a terra natal da Mrs. Bilhas e do Nelson Mandela e aproveito para vestir uns calções de caqui, umas panama jack e um chapéu de explorador inglês do Séc. XIX e dar um saltinho ao Kruger National Park.

PS: agora tenho que ir. Vou ao Coronel Tapioca tratar dos calções, à Pixmania comprar uma máquina decente e ver se trabalho um bocadinho para o patrão não despedir o menino!

Já tive inverno à séria

Janeiro 21, 2009
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Ontem fui para a neve. Como estamos em ano de dificuldades financeiras e eu não sou rapaz de fazer show-off não fui capaz de marcar as habituais férias em Aspen (enfim… toda a gente tem direito aos seus delírios, não é?) e resolvi dar uma perninha ali para os lados do Sabugal. A caminho ainda estive para parar na A25, tirar os esquis e armar-me ao pingarelho. É que a referida auto-estrada estava mais parecida com uma pista dos alpes do que propriamente com uma estrada.

PS: chego cá e falam-me de uma saraivadazita… esta rapaziada, pá! Realmente!

De táxi por Lisboa

Outubro 10, 2008

Devo começar pelo pior. Há alguns (poucos tenho a certeza) taxistas em Lisboa e no país, já agora, que são maus profissionais. Recordo de uma história de uma colega de profissão a quem um desses taxistas levou 25 europas pelo percurso de Santa Apolónia até à Baixa. São como as bruxas… são poucos, mas que los hay, ai isso los hay.

Hoje andei a trabalho por Lisboa. Usufruindo do melhor que os comboios em Portugal têm (o Alfa Pendular) e sem preocupação com estacionamentos, parquímetros e coisas do género. Quando assim é o táxi é o meu transporte de eleição. Bem sei que podia ir de Metro e de autocarro, mas de metro não posso dar duas de letra com o motorista (ou maquinista ou o que raio for) e os autocarros e eu temos uma relação de amor-ódio que nem sei bem descrever. É do género de amor que se tem a todos os transportes que tirem o pessoal com carro próprio das estradas  e ódio, porque não me dou com autocarros desde uma viagem de estudo na escola primária, na qual cai estatelado no chão após uma valente travadela do senhor chaufer! Tudo isto ao som de “Senhor chaufer, se fáxavor carregue mais no «acelarador», se chocar não faz mal vamos todos para o hospital” ou “Senhor chaufer se fáxavor tire as cuecas que está calor!” (irra que raio de estupidez!)

Assim sendo resta-me o táxi e desde que venho para Lisboa e utilizo este meio de transporte não tenho nada a dizer de nenhum dos taxistas que conheci até agora. Já conheci de todo o género e mais algum, nunca me quiseram enganar, nunca me levaram por caminhos mais longos (eu vou conhecendo bem a capital) e, normalmente, são as pessoas mais comunicativas que há.

Hoje conheci dois fantásticos. De manhã quando cheguei a Lisboa conheci um que meteu conversa comigo, ainda estava eu de olhar intrigado para ver por onde me estava a levar, sobre a dimensão de uma empresa de táxis que opera em Lisboa. Veio a conversa a propósito de termos passado pelo proprietário dessa empresa. Uma empresa que tinha 40 táxis e cujo dono tinha a alcunha de “Ali Babá e os quarenta ladrões”. Desbloqueador total de conversa. Funcionou na mouche e iniciou uma amena conversa sobre o mundo do taxismo (não se leia tachismo… coisas diferentes!) dos taxistas que enganam o povo desatento e desconhecedor, etc. e tal… até que chegamos ao assunto mais comum… o Glorioso! Ficam vocês a saber que o taxista lisboeta que se preza é adepto do Glorioso. É um Zé Manel da Ruef estampado, apenas variando em alguns trejeitos mais ou menos marialvas.

De tarde mudou apenas uma coisa: o desbloqueador de paleio. Desta vez fui eu que puxei pela habitual conversa sobre este Outono mais simpático do que o verão. Acabamos a falar sobre cozido à portuguesa, enchidos, Trás-os-montes, Mirandela e a felicidade de ter uma pequena casa no campo à espera da muito desejada reforma!

E pronto o dia correu bem! Entre uma e outra viagem de táxi estive numa importante reunião de trabalho (penso que o negócio está feito) e à conversa com um grande benfiquista, amante dos pomares, um amigo que se vê a braços, diariamente, com um cão e as suas pulgas. E, finalmente, uma viagem tranquila e calada de Alfa que pendula até ao norte, carago!

Um bom dia este!

Calimera rapaziada…

Setembro 18, 2008

Um pequeno ponto prévio: A Grécia, ou melhor, Atenas é um espectáculo.

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Imagem: Deusa Atena – Colecção Privada do Menino.

Para começar basta dizer, penso eu, que quando lá cheguei estavam 30 graus e eram 23:40h. Chega, não chega? Principalmente num ano em que o S. Pedro esteve particularmente chateado com os portugueses e nos presenteou com um verão no mínimo invernoso. Nos restantes dias a coisa só melhorou. Cheguei a andar na rua com uns fabulosos 35 graus a bater directamente na mona e a resmungar pelo facto de não poder ir para uma das dezenas de ilhas ou para uma das famosas praias que ficam perto do porto de Pireus. Quanto à questão do tempo essa foi a única desvantagem, mas o trabalho assim o obriga e pronto.

Depois as pessoas. Os gregos(as) são extraordinariamente simpáticos e afáveis e teimavam (porque eu tenho este ar de Deus Grego, bem sei) em começar todas as conversas comigo na língua dos grandes Filósofos. Eu sei que tenho um ar muito mediterânico, mas cum catano, será que me pareço assim tanto com os gregos? Parece que sim, a pensar em todas as vezes que era abordado na rua com um simpático Calimera, seguido de uma quantidade enorme de palavras cujo significado era tão claro para mim, quanto uma equação matemática para decifrar a origem do Universo (Estes gajos do acelarador de partículas deviam era gastar o dinheiro a criar uma ferramenta qualquer que nos permitisse aprender línguas em poucas horas. Isso sim era dinheiro bem aplicado e que me permitiria disfrutar muito mais dos dias que por lá passei). No entanto, ainda consegui decifrar uma porrada de palavras exactamente iguais ao português (se bem que escritas de forma completamente diferente, como bem sabem). Êxodo, fotografia, escândalo, resina (sim a do famoso vinho Retsina) ou táxi eram bastante similares, mesmo na forma oral, são alguns exemplos disso.

E por fim, o motivo que lá me levou, a conferência onde fui que me permitiu conhecer alguns dos melhores especialistas mundiais na entrega de bilhas, bem como um conjunto de pessoas de Espanha, da Austrália, da Suiça, da Alemanha, da Inglaterra, da Escócia, do Bangladesh, do Botswana, de França, dos EUA, da Hungria, da Holanda, de Itália, do Japão entre muitos outros países que se revelaram uma excelente companhia na conferência (a discutir algumas das questões que lá nos levaram) e também no programa extra que a rapaziada grega organizou para a malta conviver ou, ainda, nos pequenos momentos em que passeamos pelas ruas de Atenas ou estivémos sentados nas pequenas tabernas que existem por todo lado da capital grega. Por tudo isto é mais do que justo que agradeça ao Boss e à empresa fantástica onde tenho a sorte de trabalhar por mais esta oportunidade (e não… não preciso, felizmente, de dar graxa ao cágado).

Aconselho vivamente uma visita a Atenas (principalmente se for sem conferência para que possam disfrutar da cidade como deve ser) onde possam disfrutar também da maravilhosa comida que por lá se faz. A salada Grega e a Mussaka são algo que não se deve perder, ok? No entanto confesso que soube muito bem regressar. As saudades da Mrs. Bilhas e do Bilhas, the Kid eram muito mais do que muitas. Para a próxima vamos os três, ok my lobe?

PS: Coiote… um grande abraço. Embora distante pensei muitas vezes em ti, meu caro amigo. Como é que tens andado? Vamos tomar um café amanhã ao fim da tarde?

PS1: Carlos trouxe dois CD de música grega tradicional que penso que vais gostar.

Amerikidias

Setembro 14, 2008

Nunca dizer esta coisa com entoação de portuga porque ao que me disseram é uma “bád worde” e não deve ser usada, a não ser que exista o desejo de insultar o interlocutor!

Ahhhhh pois é bebé! Já estou em Atenas, mas até agora não vi quase nada a não ser o aeroporto, a estrada do aeroporto até aqui, os eypos a sair da carteira para pagar o táxi e uma zona de bares aqui bem pertito que tem umas saladas muito gostosas para comer e deve corresponder a algo parecido com a actual zona de bares que existe ali nos clérigos no Porto. Uma outra coisa que devo anotar… não sair ao sábado à noite de calções em Atenas! Fica toda a gente a pensar “mas este gajo veio agora da praia ou quê?”. É que está tudo vestidinho e arranjadinho e bonitinho e o camandro para o caraças, pá!

E portanto, para já, é o que temos. Depois de um dia inteiro em aeroportos e em trânsito, não há pachorra para mais nada… vou ali ter uma conversa com o deus grego do sono que assim de repente não me recordo do nome (bem que podia ser “Pesadelopoulos” ou “Kasonis”).

PS: esta coisa era para ter saído ontem se por acaso a ligação no hotel desse sinal de vida! Agora estamos já na conferência (sim que o menino também vai a conferências sobre bilhas de gás!).

A preparar as malas…

Setembro 12, 2008

Não estranhem a ausência. Estou em primeira semana de trabalho depois das férias (o que significa 2848389428 coisas para pôr em dia) e, ao mesmo tempo, a preparar malas e tralha para viagem de trabalho e (espera-se) algum prazer à terra das Cariátides.

Não sei se já vos disse que adoro viajar. Pronto… gosto! É daquelas coisas que todo o ser humano devia poder fazer na sua curta existência. Por prazer, por motivos religiosos, a trabalho, para ir conhecer um restaurante porreiro, para ir ao red district em Amesterdão, enfim… retirando os motivos ilegais e porcalhotes, para mim era pôr toda a malta a viajar e a conhecer mundo. Acabavam-se muitas das merdas que, infelizmente, fazem com que a rapaziada se chateie. Digam-me lá qual seria o americano que recusava uma boa conversa com uma moça saída da terra da perestroika? Nenhum, garanto! Ou o israelita que ficasse indiferente ao olhar da menina afegã, mesmo com a idade actual dela? Nenhum!

Viajar é o máximo e esta viagem ao coração de uma das mais fantásticas civilizações que existiu (a grega, of course) vai ser fantástica. Conhecer o parthenon (causador de uma altercação com uma professora de História de Arte) e o Porto de Pireus (se tiver sorte) vão ser dois óptimos momentos.

Aliás… tem que ser uma viagem fantástica mesmo, porque me vai obrigar a estar sem o Bilhas, The Kid 5 dias inteirinhos!!!! (porra para tanto dia)

PS: espero ir dando notícias entre as paragens nos aeroportos (sim… também vou passar em Milão) e depois em Atenas! Até logo que tenho de ir ver se está tudo nos conformes!

Choque quê?

Julho 16, 2008

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“Atentainde” à “pelaca”, senhores!

Aviso

Março 18, 2008

Avisam-se os potenciais interessados que se estiver a falar sobre aplicações informáticas com um (ou uma… que aí ainda é mais grave) espanhol(a) não deve usar expressões como a seguinte:

“lo programa se corre bien?”*

Porque correm (lá está) o risco de levar com um “sí cariño” em ar de gozo total com o vosso empenhado portunhol!

Já cá estamos e a amanhã falaremos mais de nuestros hermanos e da sua fantástica capacidade de arranjar nomes para as cidades e vilas!

*Digam lá que não se lembraram do Sócrates a falar com o Zapatero “companieiro”!

Indo eu, indo eu…

Março 17, 2008

A caminho de Burgos! Bem sei que não rima, não é? Mais é a mais pura das verdades!

Alguém quer alguma coisa de uma terra que fica para lá de longe e onde estão uns míseros 8 graus? E mínimos de -1? Rais parta a sorte… olha a ver se me mandam para o Rio de Janeiro vender Bilhas e fazer instações de gás, carago!!!!!?

Ele há gajos que não têm sorte nenhuma!

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Foto: da colecção privada!

Despertar…

Março 13, 2008

Nada como acordar com o barulho do espraiar das ondas do mar!

Sesimbra em 2008.

Quim Boio e outros transportes públicos

Fevereiro 22, 2008

Um aviso prévio impõe-se a este post: eu não tenho nada contra quem usa os transportes públicos todos os dias, aliás acho que deviam ser cada vez mais, ok? E a sua atitude é mais do que meritória e de louvar a todos os níveis!

Avisados que estão os meninos e meninas que me lêem vamos então ao post:

Ontem tive que me deslocar a Lisboa. Uma viagem relâmpago para uma reunião importante numa instituição que fica em Xabregas (gosto muito de Xabregas… do nome… é lindo. “Onde moras? Em Xabregas!” Lindo!) e, vai daí, resolvi poupar uns cobres ao boss e deslocar-me nessa maravilha portuguesa que é o Alfa Pendular. Maravilha porque permite chegar a Lisboa em 2 horas e 45 minutos (mais ou menos), tem ligação com o Metro se sairmos na Estação do Oriente, é confortável, bem equipado e fica consideravelmente mais barato do que ir de carro (com portagens e gasóleo). Enfim um primor de meio de transporte, não é?

No entanto, esta maravilha também tem o seu lado negro. Primeiro uma coisa que me baralhou um bocado. A minha amiga CP (passei anos a fio a andar de Comboio) resolveu alterar o sistema de bilhetes de ida e volta e agora é necessário saber qual o comboio exacto no qual vou voltar, para poder comprar o dito bilhete a um preço mais reduzido. Ó CP, amiga, como queres que saiba quanto tempo vou estar reunido? Se apanho um táxi rapidinho e tudo e tudo para poder marcar viagem de volta no Alfa das cinco? Não pode, pá! Assim não é possível! Um outro problema prende-se com os atrasos… ontem quase que não via os dois golos que o Benfica (quase miraculosamente) marcou ao Nuremberga (Camacho… ainda vamos ter que ter uma conversinha… tu, eu e o meu cardiologista!). Mas enfim… a coisa até passava! No entanto, não há pachorra para me fazer correr a apanhar um comboio para Oriente (o Alfa das seis só passa lá porque vem do Algarve) e depois verificar que o comboio está com um atraso de 20 minutos!!!!!!!

Tudo isto a juntar a um taxista que ficou fulo da vida por causa de lhe ter pedido um recibo (para a deslocação de Santa Apolónia a Xabregas) e quase que me espeta com o troco nas bentas, enquanto derramava uma porrada de “foda-se… porque caralho fui eu para Santa Apolónia, puta que pariu…” e à falta de informação que existe nas paragens dos autocarros da Carris, faz-me pensar da seguinte forma egoísta… é favor andar tudo de transportes públicos e deixar a estrada para mim e para o Bilhasmóbil! A malta agradece, sai a que horas lhe apetece, pode parar e mijar numa casa de banho que não se mexe como a do Alfa e ainda por cima não tem que aturar o camarada do lado a dormir no nosso ombro ou a ler a nossa revista!

And once again

Novembro 27, 2007

Cá vamos nós para a estrada… é uma canseira, carago! Mais logo falamos, ok!? Fiquem a dançar ao som do paropriado Hit the road Jack (eu sei… não me canso desta música).

Peregrinação

Novembro 6, 2007

Nos próximos dois dias vou peregrinar. Saída do Porto, direcção a Burgos, com direito às vistas da nova auto estrada que nos leva a Espanha por Chaves, passagem pertinho de Leon e chegada a Burgos com a bela da vista da catedral. Uma canseira é o que é! Quem me manda ter este emprego chatérrimo que me faz viajar (muitoooooo) de vez em quando (e apenas para Espanha… olha a ver se me mandam entregar bilhas ao Brasil, à Argentina, ao Japão ou aos States… enfim).

Em todo caso deixo-vos uma vista da bela cidade de Burgos (ponto de passagem de peregrinos para Santiago de Compostela) com a esperança de que não fiquem com inveja nenhuma, ok?

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Imagem: daqui.

PS: se vier aí alguém comentar que vai de fim de semana para Londres, Nova Iorque, Paris, Tóquio, ou assim algo do género, quero lembrar que me dou muito bem com uma família enorme de ciganos!

Up, up and away…

Outubro 16, 2007

Que o gajo não pára, carago! Mais uma volta, mais uma corrida… desta feita até Burgos e “óspois” até a Lá Rioja para encanar umas valentes cargas etílico-culturais (depois explico).

Aceitam-se encomendas de vinhaça? Alguém quer? É vinho do bom, nada de martelanços, nem de borra na garrafa quando o néctar está nos seus finalmentes. Alguém? Só levo a comissão de transporte em segurança (ou seja prometo que não se abre garrafa nenhuma das encomendadas, se a sede nos permitir e se não tivermos de subornar algum guardia civil por causa de algum excesso de velocidade) e de resto só pagam o custo… tipo 100 a garrafa 🙂

Até quarta ou quinta que aqui o povo trabalha!