Eu conheci um campeão

Recordo-me vagamente da emoção que sentimos a ver o Leitão a cortar a meta em Los Angeles. Foi em 84, tinha eu 12 anos. Daquele dia retenho a imagem da parte final da corrida e da felicidade do meu pai ao ver um filho da terra que tanto ama, junto dos melhores, como um dos melhores.

Uns tempos mais tarde conheci o homem. Recordo que lhe contei que o meu pai tinha ficado feliz quando ele cortou a meta e de ele me dizer: “o teu pai é um bom amigo!” Quando cresci um pouco mais, tive a oportunidade de beber uns canecos com ele e com outros amigos e tivemos o prazer de o ter, uma ou outra vez, nas tainadas que o meu irmão organizava lá em casa. Era um bom homem, um grande atleta, mas acima de tudo um bom homem.

A última vez que falamos foi na porta da loja dele… andava eu à cata de umas Asics e fui lá a ver se as tinha. Deu-me para as mãos um catálogo e disse-me: “Matinhos… tu és um gajo complicado! Vê lá se tem aqui o que queres e diz-me que eu encomendo isso!” Nunca cheguei a fazer a encomenda. Não falamos de novo. Ele cortou a meta cedo demais!

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