Archive for Abril, 2011

Obrigado, pá!

Abril 28, 2011

Não fosse o meu caro amigo Aniceto e estava eu mais desactualizado do que o Sócrates no lançamento do PEC XXVIII. Então os sacanas fizeram isto e ninguém avisa aqui o menino? Prevejo uma fabulosa tarde de animação musical com nomes dos colegas, dos políticos, da rapaziada do FMI e etc.

PS: rapaziada do FMI: se vocês estiverem também à cuca aqui na blogosfera, não se preocupem com a produtividade deste vosso escravo… a malta farta-se de produzir e paga impostos e o camandro!

This is not a baby blog*

Abril 20, 2011

Hoje foi a noite da primeira queda da cama do meu adorado Bilhas, The Kid. O sacana não quer admitir, mas a chegada da mana, a Princesa Bilhas, e a consequente redistribuição da mimalhada dos pais (que ainda assim é muita), as birras da mana com choro de gaja aos altos berros e a horas impróprias (tipo quando o rapaz se faz à cama) fez com que o rapaz se ressentisse. Anda um nadinha de nada mais ansioso e nervoso… a malta nota perfeitamente. Está melhor do que quando a rapariga nasceu e ele ficou, aí sim, muito nervoso.

No entanto, ele hoje caiu da cama e é isso que me faz lembrar aqui do estaminé para partilhar um momento importante das nossas vidas! Eu recordo a primeira queda da cama (alta) que os meus pais me compraram. Recordo de bater com a cabeça na mesinha de cabeceira. É uma das mais antigas recordações que tenho da infância e é, certamente, a justificação para muitas das minhas pancas. Nada a fazer… que eu não curto processar os meus progenitores!

Não sei se esta primeira queda da cama o irá marcar, espero que não, mas eu não esquecerei esta conturbada madrugada (a Princesa adormeceu perto das duas e ele andou a testar pára-quedas por volta das cinco e meia… enfim tenho que começar a pôr ordem naquilo). O rapaz por vezes acorda de noite e chama o pai, mas hoje chamava com ansiedade e alto, um pouco diferente do habitual. Apressei-me para o quarto dele e como de costume não liguei a luz e entrei a dizer: “está aqui o papá! Calma!” E do outro lado ouço a resposta chorosa e cheia de mimo: “Papá, o Ãoão caiu, papá! O Ãoão caiu!” E corri para acender a luz e socorrer o rapaz estendido no chão todo choroso.

Seguiu-se a habitual inspecção aos ferimentos e depois de perceber que não havia nenhum visível (haverá uma pisadela certamente), sentei-o no meu colo e acalmei-o sentado na poltrona. Passado um minuto, já mais calmo, saiu-lhe baixinho: “Obrigado papá!”

Naquele momento, completamente cheio de sono e apesar de o rapaz ter acabado de cair da cama, pensei: “raios me partam todo, para não dizer a palavra f&%$dam, se não sou o ser humano mais feliz do mundo!”

*leiam o título ao som do “This is not a love song” dos PIL