Chove, cai orvalho e é uma destruição do…

Juntem o que quiserem ao título. Hoje a invicta acordou com o caos instalado. Lençóis de água na estrada, inundações em garagens, pessoas desalojadas em Rio Tinto, árvores caídas, estradas cortadas por causa da intensa chuva e vento que se fizeram sentir toda a noite.

Quando era miúdo e vivia na velhinha mansão dos pais Bilhas tinha um medo que me pelava destas noites. Não era um medo de ser levado pelo vento ou da chuva em si, era medo que o telhado antigo daquela fabulosa casa caísse. Medo que a casa velhinha, quase sem manutenção externa (era alugada), não se aguentasse à bronca e visse arrancadas as suas martirizadas telhas. Nunca aconteceu. Protegeu-nos anos e anos a fio sem vacilar. Só veio a degradar-se muito depois de termos saído de lá.

Ontem mesmo antes de adormecer lembrei-me da velha casa e das vezes que me aconcheguei nos lençóis a imaginar as agruras do tempo a levarem de vez o telhado. O vento nunca o levou. Levou-o a “modernidade”.

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