Um dia triste

Devo começar por dizer que não sou grande cinéfilo. Entendam apreciador de bom cinema e letrado na sétima arte. Tanto gosto de ver um filme de acção estúpido com explosões e rajadas de metralhadoras do início ao fim (um dos Die Hard, por exemplo), como sou capaz de me comover com uma bela história de amor (a mais bonita que vi chama-se A vida é Bela), de me rir com a mais parva das comédias (como as do Jim Carey, por exemplo), de me emocionar com a rica personagem de Forrest Gump ou de perceber que só um mestre pode fazer um filme como o Lost in translation. Mas assim como não preciso de ser arquitecto para perceber a beleza da Torre dos Clérigos, também não preciso de saber muito de cinema, para afirmar que hoje é um dia triste para os amantes do cinema em Portugal.

Morreu João Bérnard da Costa, director da Cinemateca Portuguesa, crítico de cinema, escritor, actor e acima de tudo um daqueles homens que sempre vi como sendo uma pessoa frontal, recta e honrada. Alguém que me foi ensinando, através das crónicas do Público, o pouco que sei sobre cinema. Por todos estes motivos não podia deixar o normal registo de galhofa e fazer esta pequena homenagem.

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