Tentativa II

“Estás bom? Ainda há pouco falei de ti. Estive com a Maria, recordas-te da Maria?” Estupefacto com a saudação e a chegada intempestiva da Inês, só lhe ocorria a frase do dia anterior. Então vamos falar a sério e agora estamos a falar sobre uma Maria qualquer? Que quererá a Inês discutir a sério comigo? Pensa ele, a desviar o olhar da senhora do lado. Ainda assim estava intimidado com aquela situação, com a expectativa do que o aguardava.

“Eu estou! E tu?” Seguido de um “Que Maria?” que custou a sair. Preferia ter perguntado sobre a conversa séria, mas tinha receio.

“A Maria que trabalhou contigo. Perguntou por ti… disse-lhe que estavas bem…” a partir deste exacto momento deixou de ouvir o que quer que seja. Estava ansioso pela conversa séria e ao mesmo tempo começava a achar que teria feito uma tempestade num copo de água. Até a senhora do lado parecia estar a rir-se de toda a situação. Se calhar não era mesmo nada. Ainda não lhe tinham descoberto o segredo.

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