E quem o escolhe fazer?

Antes de ir ao ponto deste post, deixem que reconheça a minha imensa ignorância: não sabia que Saramago tinha um blog.

Reconhecida que está a ignorância fico mais traquilo e posso contar-vos como cheguei ao Caderno de Saramago. Estava a dar a habitual vista de olhos pelos jornais na net e deparo-me com esta notícia no JN. A parangona era “Saramago aconselha Hillary Clinton” e chamou-me a atenção pelo inusitado da circunstância. Não estava a ver que Saramago estivesse com predisposição para aconselhar a nova Secretária de Estado norte-americana ou que ela quisesse um conselho vindo de alguém da área política de Saramago. Mas fui ver melhor.

Vi melhor e percebi que afinal o conselho de Saramago é para Clinton e para milhões de mulheres que são submissas ao ponto de adoptarem os nomes do marido por obrigação. Confesso que percebi o conselho e até o subscrevo nas situações em que alguém o é obrigado a fazer. Mas a minha pergunta é: e quem o escolhe fazer? Fica diminuída na sua identidade por algum motivo? Perde a sua personalidade? É o nome que nos define enquanto pessoa?

A Mrs. Bilhas, por sua iniciativa, decidiu adoptar o meu nome e (a bem da nação Bilhas) devo confessar que em nada diminuiu a sua identidade pessoal ou contribuiu para que ficasse submissa. Antes pelo contrário!

PS: sim… quem manda lá em casa (e em todos os outros sítios) é a catraia, claro!

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Uma resposta to “E quem o escolhe fazer?”

  1. Pedro Aniceto Says:

    Bem me parecia oh submisso! 😉

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