Alma de cão

Várias vezes quando brincava com o Sancho, o meu cão, ficava estupefacto como é que aquela criatura aguentava as malvadezas que eu lhe fazia. Escondia-lhe o biscoito para que andasse sempre atrás de mim, mandava a bola para os sítios mais difíceis que havia, atirava-a para o mar (ele não gostava muito da rebentação), fazia todo o tipo de fitas antes de o levar a passear, entre muitas outras malvadezas e, mesmo assim, de cada vez que chegava a casa do trabalho a alegria que ele demonstrava era arrebatadora. Acabava-se naquele momento toda a preguiça que tinha para voltar a sair à rua puxado pela força de um cruzado de labrador com setter irlandês (uma coisa muito louca portanto). Claro que me fez andar atrás dele algumas vezes, claro que dava trabalho a lavar, a escovar, a alimentar, a tratar dele, mas a entrega de um cão é (muitas vezes sem que os “donos” o mereçam) total.

Acabei de ver este vídeo no Público e emocionei-me verdadeiramente!

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