Resoluções de fim de ano

Esta é a altura do ano em que a rapaziada faz contas à vida. Contas monetárias, porque o Natal é um desfalque orçamental do catano, mas também contas à vida mesmo. Do tipo: que raio de coisas boas fizeste tu este ano?

A resposta pode ter consequências gravosas para quem se preocupa em ir para o inferno e não se portou muito bem durante o ano que agora finda. Normalmente o pessoal dá por si a pensar: “mas então passa mais um ano e que raio fiz eu para melhorar a minha vida, tirando a compra do plasma, a aquisição de um carro novo, o aumento da dívida ao banco para adquirir aquele telemóvel topo de gama, porque o anterior topo de gama afinal não era assim tão bom para fazer telefonemas, enfim… este tipo de coisas? Que raio fiz eu para ser melhor? Para melhorar tudo o que me rodeia?” Nada, digo eu, que pese muito nas consciências das massas, ou pelo menos, que pese durante o tempo suficiente, porque imediatamente se recordam daquele anúncio da empresa de crédito que promete o refinanciamento das dívidas, juntando todas numa só, com juros ainda mais caros… só que com prestações mais baixas… a banha da cobra, portanto! Que fizeram estas almas por si mesmas?

No entanto, para outros a coisa até pode resultar bem. Para quem deu um dia que seja da sua vida para ser voluntário, para os que criaram alguma riqueza, para quem se realiza a fazer o que gosta, para os que tratam bem os amigos e a família (mesmo não comprando um plasma ou um carro novo), para os que conseguem cumprir os objectivos profissionais (mesmo que sejam funcionários públicos, aliás principalmente para estes), para quem consegue beber um caneco com um amigo em apuros e ouvi-lo atentamente (mesmo que não o possa ajudar), enfim para os bem comportados da vida (atenção que não é o mesmo que dizer santinhos) que pagam impostos, as dívidas, que andam em carros com mais do que cinco anos e têm telemóveis com mais do que dois anos. Para estes o saldo do ano é com certeza positivo.

Aqui o Bilhas ainda está em profunda análise. Não estou em falta com nenhuma das minhas obrigações financeiras ou fiscais, mas também não fiz nenhum voluntariado (tenho o terrível defeito de ser preguiçoso), nem fui, por exemplo, o melhor dos amigos este ano.

Assim a principal resolução deste fim de ano aqui para o menino é que para o ano vou tentar ser melhor. Um próximo post dirá em quê!

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