Adeus

Nos últimos tempos não eras só tu. Eras tu e a doença miserável que por muito que tentasse não conseguia tirar-te o sorriso. E tentou fazê-lo. Recordo a última vez que estive contigo, tia. Ia a caminho de algum lado e passei para te visitar em Leiria, no colégio onde passaste a grande parte da vida em Portugal, abraçada a uma convicção, a um amor que eu não consigo entender, mas que o teu sorriso nos fazia perceber que era verdadeiro e intenso.

Ele vai retribuir-te tudo o que Lhe deste e no dobro daquilo que nos deste a nós. A este teu pateta sobrinho farás falta. Fará falta o teu sorriso, os rebuçados que me davas às escondidas, fará falta a forma divertida e preocupada como nos perguntavas sobre a vida e os estudos. Eu, a Cláudia e o Nuno sabemos o quanto nos amavas e apenas te queria dizer que esse amor (por vezes não presencial) tem reciprocidade acrescida de um enorme respeito pela história da tua vida, da tua devoção a Deus e dos anos, dedicados a Ele, em missão em África.

Tenho a certeza que agora estás ainda mais em casa. Acolhida junto de quem mais amaste e sempre com esse sorriso com que nos dizias adeus após as nossas visitas.

A ti, minha querida tia, um adeus que não te consegui dar em vida. Beijo do teu, Né.

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Uma resposta to “Adeus”

  1. Miss Detective Says:

    🙂

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