Archive for Junho, 2006

Kanguru

Junho 29, 2006

Em testes aqui no Bilhas para ver se eu consigo postar através da ligação kanguriana da Optimus!

Até ver nada de mal… abriu o blogger, fez correctamente o login e simmmmm…. já está se estiverem a ler esta mensagem!

PS: cumprimentos aqui da real terra de Mafra!

Dias de Verão na terra onde as ruas não têm nome…

Junho 28, 2006

Começavam, quase sempre, com a entrada da mãe no quarto. Atarefada, mas na maior parte das vezes bem disposta e com um sorriso que impede qualquer um de reclamar do madrugar. “Vamos está um dia óptimo para a praia! Levantem-se seus preguiçosos! O vosso pai já saiu do banho e está a sair para o trabalho…” Eram normalmente as palavras escolhidas, enquanto nos abria as portadas da janela do quarto. Eu e o meu irmão dormíamos no mesmo quarto. Embora o número 449 da rua 16 fosse uma casa enorme, os meus pais deram abrigo, durante anos a fio, à família que veio do ultramar. Chamavam-lhes “os retornados”, mas sobre eles falarei num outro post. É que há muita coisa a dizer sobre eles… mas a seu tempo.

Após o despertar carinhoso da mãe e dada a espreitadela na janela, era tempo de tirar a remela do olho e comer uma bucha e dois iogurtes que impedissem que a fome aparecesse durante a manhã. Claro que antes de ir para a praia tinhamos sempre que passar pelo supermercado e abastecer. O Gama ou o Novo Horizonte (passo a publicidade) eram as escolhas óbvias. A mãe tinha lá conta corrente e assim não tinhamos que despender nickles para abastecer a mochila com os óptimos “croisants” que o Gama tinha. Eram mesmo fabulosos! Parece que lhes sinto ainda o sabor.

Depois era só descer a 19, virar à direita na 16, seguir até à 7 ou à 9 (dependia se íamos chamar o Panchas, o Zé Miguel, O Miguel Jacinto, ou outro qualquer), virar à esquerda e começar a sentir o cheiro a maresia. Nos dias em que estava vento de oeste o cheiro era fabuloso. De uma intensidade impossível de descrever com o vocabulário que conheço. Por vezes também fazíamos o percurso da rua 19, onde encontrávamos o Peixoto, o Pickles, a Cila ou a Gabi, mas este era menos comum. O destino final era sempre a zona de praia mais a norte de Espinho. Para quem conhece Espinho é aquela zona onde está a esplanada nova (há quem diga que hoje se chama Marginal Miguel Maia e João Brenha, mas para mim será sempre a Esplanada… mesmo a parte nova). A praia de destino dependia do grupo com o qual tinhamos combinado na noite anterior no Esquimó, ou da localização de algum rabo de saia em que estivéssemos interessados. No entanto, entre a Pop Americano, a praia Azul, a Seca norte ou a Seca sul (lê-se Séca) alguma delas tornava-se a feliz contemplada com a nossa presença e um martírio para quem queria fazer praia sossegadamente. Ali não era lugar para isso. Alugassem a barraquita na praia Verde… mais indicada para os “antiquários”! Ali era para a galhofa todo o dia.

Confesso que quando vou à praia, hoje em dia, me admiro como é que conseguíamos passar um dia (era mesmo um dia… das 9 às 21) na praia! Mas entre volley (desporto de eleição em Espinho, como sabem), futebol de praia, rugby, mergulhos, natação, remo nos barcos dos salva-vidas (tinhamos cunha), namoricos (havia sempre uma “camone” ou uma ave rara vinda de Lamas (lhamas no dialecto local) que despertavam o macho latino que havia e, ainda há em cada um de nós, e passeios a armar ao pingarelho com os calções e óculos escuros novos passávamos lindamente o dia. Passavam até depressa demais visto daqui.

No fim do dia, exaustos, recolhíamos a casa. Impreterivelmente a mãe e o pai Bilhas esperavam pela nossa chegada para a janta, Passávamos sempre pela zona de desinfestacão das areias (vulgo mangueira do quintal), antes do banho de água quente e do jantar com toda a família. As conversas normalmente eram sobre o dia de praia e sobre a boa vida que nós tínhamos (sempre achei que o pai Bilhas ficava orgulhoso de nos poder ter dado este prazer de passar dias e dias de verão como este). E se era uma boa vida! Aliás… ainda é! Quem me conhece sabe que é.

À noite reunião no Esquimó. Isto na juventude mais distante. Depois abriu o Tubo de Ensaio, a Última instância, o Spinus, as esplanadas na praia, com especial relevo para o Bombar… se bem que o Esquimó continua lá. Para além de combinarmos o dia seguinte, faziam-se apostas de entradas nocturnas no mar (desde o paredão à praia da Baía), saltavam-se os muros da piscina, namorava-se, roubava-se alguma fruta no quintal do Padre Manuel (Deus perdoa-nos… não se preocupem) e acabava-se sempre por ir para a cave do João Nuno. Este sim um local de culto que um dia destes dará um post interessantíssimo.

E por hoje chega! Não os maço mais com histórias da terra onde as ruas não têm nome.

Publicado previamente no Ante-et-post, mas apropriado para o verão que teima em ficar assim cinzentinho!

Valentin Ivanov

Junho 27, 2006

Deve ser concerteza de se chamar Valentim. Como é que um gajo consegue dizer tanta barbaridade junta como este Ivanov disse aqui?

Com que então os jogadores portugueses “… são conhecidos por ganhar tempo e por entradas pelas costas…”! Ai é meu magano? Estarás a referir-te aos jogadores que espetaram 7 a 1 à Rússia no estádio de Alvalade na qualificação para este mesmo campeonato do Mundo? Se calhar foi por isso que esperavas um jogo sujo de Portugal e esqueceste-te que a Holanda também jogava e que logo nos primeiros minutos tentou mandar para o estaleiro um dos nossos principais jogadores, não foi?

Tá lá caladinho, meu grande melro ou eu falo com o Pinto da Costa para tratar de te mandar à Rússia o Bobby e o Tareco, ok?

Ai meu rico S. João!

Junho 23, 2006

Hoje é dia de festa aqui na “Inbicta”! Não… não foi o FCP que ganhou mais um campeonato (felizmente), hoje é o dia da festa do Porto cidade. Aquele em que se juntam portistas, benfiquistas, sportinguistas (se é que os há), boavisteiros, passarinheiros da ribeira, e todos os outros adeptos de outros clubes para andar a noite toda à martelada! Não pensem nessa martelada que estão agora mesmo a pensar. Não é que alguns não optem por essa martelada, mas nem todos se podem gabar de dar uma (pelo menos) dessas nesta noite. O pessoal satisfaz-se com as marteladas S. Joaninas e com o alho porro (não confundir com nada mais) nas bentas.

Destaco aqui o programa no palco da Casa da Música:

-Orquesta Nacional do Porto
-Jorge Palma
-Táxi (sim… essa mesmo! Grande banda)

Apareçam meus caros e caras, apareçam!

De "bolta das bacaciones"

Junho 19, 2006

Ora pois cá estamos nós! De volta ao trabalho que começou por uma sessão terapêutica de leitura de quase duzentos mails (sendo que destes apenas se aproveitavam uns 80 e destes últimos uns 30 e tal eram de trabalho e os restantes gajas nuas, videos marados, fotos do mundial, etc.) e de uma outra sessão de delete a 12361982397234209493 “junk mail”! Nada como a normalidade, não é?

No entanto, desde que fui de férias muita coisa mudou. Ora vejamos, antes de ir a discussão centrava-se nos jogadores que iam fazer parte da primeira equipa no mundial, hoje já discutimos que equipa é que seria melhor para nós a Holanda ou a Argentina. Nada mal a prestação da selecção, canudo! Mesmo com Angola que mostrou contra o México que é osso duro de roer. No trabalho a coisa também mudou um bocadito. O boss cortou o cabelo, no entanto continuo a ter milhões de merdas para fazer e pouco tempo que não devia desperdiçar a escrever posts! 🙂 O tempo foi outra coisa que mudou, mas isso foi logo no segundo dia de férias. Já é a terceira vez que vou ao Algarve e apanho mau tempo por lá (nota: lembrar para não ir ao Algarve quando a meterologia antecipar mau tempo). Enfim, não se pode ter tudo, não é? No restante as férias algarvias foram um espectáculo, não foram gaja linda?

No meio destas alterações todas há uma que teima em não sofrer qualquer evolução, mas quem me manda a mim ser um preguiçoso do catano. Nota para mim mesmo… nos próximos tempos não fazer mais nada a não ser respirar e trabalhar na tese!

Assim sendo meus caros, cá estamos de volta e fresquinhos como a alface para aguentar mais uns tempos de trabalho.

Amanhã uma qualquer praia algarvia…

Junho 9, 2006

Vai começar a ser tema de abertura de todas as revistas do “sócialite” tuga… afinal aqui o vosso amigo Bilhas vai dar descanso ao lombo durante uma (sim, yes, iuuuupppiiii, das que nunca mais chegavam) semana de férias.

Ao restantes turistas e aos algarvios o agente da Família Bilhas pede desde já imensas desculpas pelas complicações que a estadia da prestigiada família vai causar no trânsito algarvio (sim que os seguranças não permitem que a malta ande em ruas cheias de gente) e pela presença constante de paparazzi internacionais!

A malta vai ver se consegue ir actualizando o blogue! Se não conseguir, meus caros e caras (salvo seja) até para a semana!

Mai nada!

Junho 6, 2006


Hoje faz anos a mais fantástica mulher do Universo. A melhor mãe do Mundo e arredores.

Para ti, minha querida mãe que sempre estiveste presente nos bons e maus momentos e sempre apoiaste aqui o rebento do meio (os outros também, que eu sei) com todas as tuas forças, desejo que tenhas um dia cheio de alegria e saúde e que festejes muitos anos mais na companhia de todos os que te são queridos.

Toma lá um xi-coração, uma beijoca e uma turrinha do filhote que te ama muito! Mesmo muito, minha querida Fé!

PS: Mãezinha… eu sei que não vais ler isto (tu não ligas a estas coisas modernas) mas é para todo o mundo saber que eu tenho uma Mãe linda e maravilhosa!

Millenium Bridge

Junho 2, 2006

A Millenium Bridge em frente à Tate num feriado londrino. Ao contrário cá do burgo a rapaziada não se mete nos shoopings a passear, mesmo estando um dia de nuvens carregadas e chuviscos. Na Tate Modern celebrava-se o Great Weekend (o similar das 48 horas de Serralves) e estavam milhares de pessoas nos jardins, nas galerias, a passear junto do Tamisa, a ouvir o DJ dentro da Tate.

Enfim… outro mundo?