Archive for Junho, 2005

Identificação e garantia de liberdades…

Junho 30, 2005

Confesso-me um admirador da sociedade Britânica e a implementação do B.I. que agora está a ser discutida e implementada nas terras de Sua Majestade tem tomado a minha atenção (para distrair da constante crise dos noticiários nacionais) nas leituras matinais dos jornais. Hoje encontrei um texto admirável e que permite, a quem não conhece, perceber porque é que esta é uma questão bastante controversa no Reino Unido.

Deixo aqui um excerto desse texto da autoria de Elizabeth Nash, correspondente do The Indenpendent em Madrid, publicado no Público de hoje.

“…Um cidadão britânico nunca tem de provar a sua identidade a ninguém no Reino Unido, a não ser para obter algum benefício: dinheiro do Estado, digamos, ou abrir uma conta no banco, ou votar.

O princípio tem séculos. Está inscrito nos nossos documentos históricos assinados por nobres feudais, nas obras dos nossos filósofos como Hobbes ou Locke, que explicaram que um bom governo só pode resultar de livres contratos entre iguais. Colectivamente, só nos sujeitamos a um poder maior quando este nos serve, argumentam estes teóricos. Mas um indivíduo pode atravessar toda uma vida sem nunca sequer ter de o fazer.

Cidadãos cumpridores da lei – para usar uma das nossas expressões favoritas – nunca tiveram que revelar a sua identidade, paradeiro, local de origem ou qualquer outro dado às autoridades, ou dar contas de si de nenhuma forma. Se um polícia quer saber quem somos, pergunta. A não ser que nos esteja a prender por um crime específico, não temos que responder. Se estamos sob suspeita, podemos acompanhar o polícia à esquadra e “ajudá-lo com as suas investigações”. Impressões digitais são algo de que não temos de ouvir falar a não ser que cometamos um crime. Consideramo-las um estigma de agir errado. Somos livres de nos movimentarmos e conduzirmos a nossa vida dentro do Reino Unido sem que ninguém tenha o direito de nos pedir que expliquemos as nossas acções, e sem transportarmos documentos que provem quem somos.

Está é a teoria, e para muitos de nós, é uma parte importante do ser-se britânico. Só os regimes autoritários pedem “papéis”. …”

Quem tiver a oportunidade de ler na integra faça-o e perceba ainda melhor o que deveria ser a relação de confiança entre o Estado e os cidadãos que este deveria servir.

Enganos muito comuns…

Junho 28, 2005

Li hoje no Público que já tinha havido um engano semelhante ao que ocorreu com o orçamento de Estado no longínquo ano de 1996. Sim senhora… gente competente esta, que só se engana de (quase) dez em dez anos! E no orçamento de estado o que é que são umas contitas enganadas!? Nada… nada… só uns milhõeszitos de Euros para a frente ou para trás! Nada de mais… tudo na maior tradição do Engenheiro que não sabia fazer contas ao PIB!

Assim temos o país… é incompetentes em todo o lado! Acho que vou formar uma frente de cidadania para tomar as rédeas ao (des)governo! Hmmmm sim! Parece-me boa ideia! Principais objectivos…

1- Ensinar matemática desde o infantário até ao final da Universidade em todos os cursos. (Ensinar com um método diferente, mais criativo e trabalhoso para os professores!)
2- Deixar de olhar a educação como algo a que toda a gente tem direito, para a olhar como algo a que toda a gente tem de lutar por. (Criar um sistema que compense o mérito!)
3- Trabalho com competência e seriedade durante a semana (sem excepções) e “raione” oferecido a todos os que apresentem produtividade!

Tenho que lhe dar um nome! Frente sem nome, é como jardim sem flores!

Um Marco

Junho 20, 2005

Um Marco na vida de alguém é uma resolução, uma decisão difícil, um acontecimento que fica, é algo que vai marcar, com toda a certeza, o futuro desse alguém.

O Marco, grande amigalhaço, ontem tomou uma decisão importante para a vida dele. Daquelas que é preciso coragem tomar, por isso quero deixar-lhe aqui (que eu sei que o gajo vai ler, não vais ò Azeiteirolas!) expresso o apoio da famelga Bilhas!

Conta com a gente, man!

Homenagem

Junho 15, 2005

Não sou leitor de poesia… confesso a minha pouca sensibilidade, mas poucos podem ficar indiferentes à morte de Eugénio de Andrade.

Uma vez vi-o na janela em que costumava olhar o Douro e nesse dia li um poema que me fez perceber o quanto ele admirava a palavra. Deixo-os com As palavras…

As palavras

São como um cristal,
as palavras.
Algumas, um punhal,
um incêndio.
Outras,
orvalho apenas.

Secretas vêm, cheias de memória.
Inseguras navegam:
barcos ou beijos,
as águas estremecem.
Desamparadas, inocentes,
leves.

Tecidas são de luz
e são a noite.
E mesmo pálidas
verdes paraísos lembram ainda.

Quem as escuta? Quem
as recolhe, assim,
cruéis, desfeitas,
nas suas conchas puras?

Eugénio de Andrade

Sítio do talvez!

Junho 9, 2005

Não tenho tempo para me dedicar a um sítio, talvez um Blog, a favor do talvez! Neste momento esta era para mim a melhor resposta a esta construção europeia com a desinformação que existe. Não consigo decidir.

Temos os sítios do Sim e do Não e por isso gostava que pudessem criar um sítio onde se discutisse o talvez! Uma nova forma de construção europeia que, sem fazer tábua rasa do passado, nos proporcionasse uma nova via (e nada de terceiras vias Blarianas ou Guterristas)!

No entanto uma coisa com piada a favor do sim! Se conhecerem a favor do não alguma destas piadas basta mandar para o e-mílio do Bilhas, ok!?

Haja paciência…

Junho 9, 2005

Para que quer aqui o Bilhas um gabinete próprio!? Para que perguntam vocês! Eu respondo meus caros… eu respondo… É extremamente simples! Quero um gabinete próprio para não ter de aturar um melga que vende programas de contabilidade a dar formação às meninas que tratam da dita aqui na empresa!

Dasssss… número de factura, lançamentos, documentos de débito e de crédito, facturas, guias de remessa, de empréstimo, guias do caralhinho-que-os-guie para fora daqui!

Tá um gajo a fazer uma proposta séria de fornecimento de Bilhas a um cliente importantíssimo e tem que levar com esta merda!!!! Dassss e reparem que o homem teve um ataque de stress há um ano… exactamente neste dia! Traz malinha e tudo com garrafa de água, porque diz que o stress se cuida com água! Ai é! Então porque é que eu, que tomei banhinho hoje de manhã e já bebi uma garrafa de água, estou com um stress do camandro só de ouvir o gajo!

Tirem-me deste filme!!!! Quero praia! Quero uma fortuna Abramovichiana!!!!!

Wireless na praia…

Junho 8, 2005

Para quando é que a PT, a Vodafone, ou outro qualquer operador de telecomunicações tem a brilhante ideia de colocar hot spots na praia!?

É que não há alma que aguente este calor e as bilhas electrónicas têm que ser asseguradas! Porque raio é que o Horta e Costa não entende isto!? Não deve gostar de praia o jagunço!

Já sei… voou comprar extensões de cabo até conseguir chegar lá baixo!

Até já!

Fé… Bilhas!

Junho 6, 2005

Hoje é dia de festa na Bilhólândia! Faz anos, 67 bonitas primaveras, a matriarca da família a Mãe Bilhas… Fé ou Filó carinhosamente para os amigos e família, mãezinha para o piégas do vosso amigo.

Esta data nunca se pode deixar passar sem sentir a sorte que tenho por ter uma mãe sempre atenta e cheia de amor para os filhotes! Claro que a mãe Bilhas, como todos os mortais, tem os seus defeitos, mas expliquem-me lá qual o filho que consegue apontar um apenas à pessoa que o tratou quando ele esteve doente, que acalmou as suas angústias nos tempos difíceis, que o amparou sempre nas suas mais loucas desventuras (mesmo às escondidas do Pai Bilhas), que lhe entrega todos os dias o amor que apenas uma mãe sabe ter e dar. Amor incondicional aos filhos que se reflecte em todas as preocupações (muitas vezes incompreendidas por nós filhos) que teve e ainda tem connosco. Não te consigo apontar um defeito mãe… estiveste, estás e sempre estarás ao meu lado e dos manos Bilhas. Espero saber sempre devolver esse amor que tens por nós com todo o meu amor e carinho!

Hoje é dia da Fé! Da minha, muito minha Fé!

Parabéns mãezinha… espero que tudo o que tu me deste, retorne sempre para ti!

PS: desculpa não ter dito logo que ia jantar aí a casa hoje. Esquecia-me que hoje é dia 6. Mas claro que assim que o visse não esqueceria nunca o teu aniversário!

Sexta-feira, 4 de Junho de 2004

Junho 1, 2005

Não foi premeditada a escolha da data… (correcção feita… nem parece meu a confusão de datas)… aliás apenas agora, um ano volvido, é que me dei conta da data em que o Bilhas viu a luz do dia!

Passado um ano, tanta besteira escrita, tantas conversas ouvidas em casa do vizinho, opiniões deitadas aos bites e bytes, partilha das minhas indignações, ilusões, raivas, alegrias (Benfica Campeão) com poucos, mas bons, leitores, quero aqui assinalar esta data… confesso que no ano passado nunca pensei em escrever aqui durante um ano, mas soube bem! Sabe bem! Por isso… se segurem que o Bilhas vai continuar… afinal os blogs ainda não são taxados pelo governo! Opss é melhor não dizer isto que o Sócrates ainda se lembra!

PS: Agradecimentos a todos quantos passaram por aqui nem que seja por uma única vez! 🙂 Bem merecem!

Caldeirada de Jazz…

Junho 1, 2005

Não pensem que vos vou falar da nova colecção do Público (que aliás me parece muito boa) de Jazz. Nada disso… vou falar-vos de uma caldeirada bastante engraçada que me aconteceu ontem.

Aqui o vosso amigo Bilhas costuma ouvir todas as manhãs uma rádio do Porto que se chama Rádio Nova (explico isto para os leitores que não sejam da área metropolitana do Porto… a Rádio apenas chega aos receptores nesta zona). É uma rádio que passa música da boa, variada para não chatear e que apenas tem o defeito de abusar, por vezes, de música brasileira. No entanto, dá de 15 a 0 às enfadonhas e repetitivas rádios nacionais! Dizia que estava a ouvir a emissão da nova quando os caramelos lançaram um concurso. Consistia em mandar um sms dizendo o que gostaríamos de ver no prato do jantar que tinham para oferecer ao vencedor do concurso!

Eu cá nem sou de mandar sms para concursos, mas este até nem era de valor acrescentado nem nada e vai daí um súbito rasgo da minha modesta e extraordinária veia criadora e tungas:

“Gostava de ver no meu prato uma caldeirada… (note-se aqui uma pausa das grandes) de Gajas!”

ehehehehe e não é que os moços gostaram!? Leram perfeitamente a mensagem… com a pausa exigida… e logo atribuiram o primeiro jantar! Merecido, não acham!? Não sei porque não me fiquei pela carreira da publicidade… afinal lavar a cabeça com adubo todos os dias resulta! Bendito conselho de Mr. Pinheiro nos velhos tempos de liceu…

Então meus amigos hoje à noite traje de gala que eu e Mrs. Bilhas lá vamos jantar à pala desta cabecinha pensadora!