Andava eu, desde que ouvi a triste notícia da morte de Cesária Évora, a tentar recordar-me da primeira vez que a ouvi e hoje, assim que me sentei em frente ao computador, recordei-me.
Ouvi-a através de uns tios e primos meus que tinham retornado de Angola, após a trágica descolonização que fizemos no seguimento do 25 de Abril. A minha tia Micas (nome carinhoso para a Tia Maria Emília) que pouca ou nenhuma instrução tinha e que viveu uns anos connosco, regressada aos pontapés da sua terra, ouvia-a e cantava a sua saudade, através da Sodade da fabulosa cabo verdiana.
Hoje fica a minha saudade da Cesária Évora e tambem da minha tia Micas e tio Chico que infelizmente já partiram.